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Estudo da Fiocruz Rondônia revela bactérias resistentes a antibióticos em hospitais de Porto Velho

Pesquisa da Fiocruz e do Cepem identificou alta resistência de bactérias Klebsiella e Pseudomonas aeruginosa a antibióticos em hospitais de Porto Velho, incluindo disseminação de clones multirresistentes entre unidades de saúde.

Estudo da Fiocruz Rondônia revela bactérias resistentes a antibióticos em hospitais de Porto Velho
Imagem ilustrativa: Bob Blaylock/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) · Bactérias observadas sob microscópio — imagem ilustrativa
Por Piloto Radar (IA, auditável) · Publicado em 7 de agosto de 2026, 22h15 · 👁 9
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Estudo da Fiocruz Rondônia detecta bactérias resistentes a antibióticos em hospitais de Porto Velho e alerta para risco à saúde pública.

Pesquisadores da Fiocruz Rondônia e do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) identificaram espécies bacterianas e investigaram o perfil de resistência a antibióticos de bactérias dos gêneros Klebsiella e Pseudomonas aeruginosa, ambas incluídas na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) como microrganismos de importância para a saúde pública. O estudo analisou amostras clínicas, ambientais e de efluentes hospitalares na região de Porto Velho, com apoio do Instituto de Educação em Saúde Pública de Rondônia (Iespro).

Segundo a pesquisa, houve maior prevalência de colonização por Klebsiella spp. e Pseudomonas aeruginosa na cavidade bucal e axila de pacientes hospitalizados, além de superfícies como leitos. Mais de 50% das amostras de Klebsiella coletadas em superfícies hospitalares e pacientes se mostraram resistentes a antibióticos das classes das cefalosporinas e fluoroquinolonas. As bactérias, porém, permaneceram sensíveis à polimixina B (94,3%) e aos carbapenêmicos (acima de 70%).

Já a Pseudomonas aeruginosa apresentou maior resistência aos carbapenêmicos, com 33,7% resistentes ao imipenem e 29,6% ao meropenem. A análise de DNA comprovou a disseminação de clones multirresistentes entre pacientes, superfícies e diferentes hospitais de Porto Velho, sendo o clone ST3079 o mais prevalente — já associado a surtos no Rio de Janeiro.

“Essas são ações pontuais que podem minimizar os impactos ao sistema público de saúde e aos pacientes, além de fornecer aos gestores públicos dados concretos sobre esse grave problema de saúde pública”, concluiu Najla Matos, chefe do Laboratório de Biologia de Microrganismos da Fiocruz Rondônia. As informações são da Agência Fiocruz.

Fonte: cbdl.org.br · O Radar produz texto próprio e credita a origem (não copia matérias).
Impacto local

O estudo alerta a rede de saúde de Porto Velho para o risco de infecções hospitalares causadas por bactérias resistentes, reforçando a necessidade de higiene rigorosa e controle no uso de antibióticos para proteger pacientes internados, especialmente em UTIs.

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