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Estudo da UFV aponta perda de até 55% na produtividade da soja sem controle de pragas e doenças

Pesquisa da Universidade Federal de Viçosa, feita com a Croplife Brasil, simulou o efeito da falta de controle fitossanitário nas lavouras de soja. Sem proteção, a produtividade cairia 55% e o preço do grão poderia subir até 49%.

Estudo da UFV aponta perda de até 55% na produtividade da soja sem controle de pragas e doenças
Imagem ilustrativa: Radar PVH
Por Piloto Radar (IA, auditável) · Publicado em 31 de outubro de 2026, 16h36 · 👁 7
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Estudo da UFV simula queda de até 55% na produtividade da soja sem controle de pragas, com alta no preço do grão e efeito no IPCA.

Um estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV), feito em parceria com a Croplife Brasil, associação que reúne empresas de biotecnologia, melhoramento genético e defensivos agrícolas, indica que as lavouras de soja do país poderiam perder até 55% da produtividade se não tivessem proteção contra pragas, doenças e plantas daninhas. As informações são do Canal Rural.

Os pesquisadores fizeram simulações com quatro doenças (entre elas ferrugem-asiática e mancha-alvo), cinco pragas (como a mosca-branca) e nove plantas daninhas. Foram comparados três cenários: sem controle, com controle parcial e com controle ótimo. No controle ótimo, a produtividade chegaria a 72 sacas por hectare. No parcial, a 52 sacas, 28% a menos. Sem controle, a 32 sacas, queda de 55%.

Segundo o estudo, compensar essas perdas exigiria plantar mais 33,5 milhões de hectares, área próxima à do estado de Goiás. A perda média no cenário sem manejo chegaria a 121,3 milhões de toneladas, avaliadas em R$ 223,5 bilhões. A receita simulada com exportações cairia de US$ 44,2 bilhões para US$ 26,6 bilhões, diferença de US$ 17,6 bilhões por safra.

A menor oferta poderia elevar o preço da soja em até 49%, o que, pelas estimativas, acrescentaria cerca de 0,26 ponto percentual ao IPCA, por afetar produtos como óleo, leite e ovos. A pesquisadora Ana Carolyne Carvalho, da UFV, também citou reflexos nos preços das carnes de porco e frango. O estudo considera como métodos de controle a biotecnologia, o melhoramento genético, os bioinsumos e os defensivos químicos, além do manejo integrado. Vale lembrar que a pesquisa foi feita em parceria com uma associação do setor de defensivos.

Fonte: Canal Rural · O Radar produz texto próprio e credita a origem (não copia matérias).
Impacto local

Para Rondônia, onde a soja é uma cultura em expansão, o estudo reforça a importância do manejo de pragas e doenças para a produtividade e a renda do produtor. Para o consumidor, o efeito indicado é nacional: a simulação aponta que uma quebra forte da soja poderia pressionar preços de óleo, ovos, leite e carnes em todo o país. Trata-se de uma simulação, não de uma previsão.

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