Fiero alerta que fim da escala 6x1 e reforma tributária podem elevar custos da indústria em Rondônia
O superintendente da Fiero, Gilberto Baptista, disse que o fim da escala 6x1 e a redução da jornada podem pesar nos custos das empresas de Rondônia, apesar do crescimento da indústria e das exportações em 2026.

Fiero diz que fim da escala 6x1 e reforma tributária podem pressionar custos de empresas em RO, mesmo com indústria e exportações em alta.
O superintendente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Gilberto Baptista, foi entrevistado na quarta-feira (28/10) no programa A Voz do Povo, apresentado por Arimar Souza de Sá, segundo o Rondonoticias. Ele avaliou que 2026 foi positivo para a indústria rondoniense, com alta no consumo de energia elétrica, no faturamento das empresas e na geração de empregos.
Nas exportações, Baptista afirmou que o estado chegou perto de US$ 3 bilhões até setembro e projeta fechar o ano entre US$ 3,4 bilhões e US$ 3,5 bilhões. Carne bovina e soja somam cerca de US$ 1 bilhão cada, e o café chegou a US$ 120 milhões. Ele também citou minérios (acima de US$ 100 milhões) e madeira (cerca de US$ 60 milhões). Como entraves, apontou a logística: a carne segue em grande parte para portos como Santos, Paranaguá e Itajaí, enquanto soja e milho saem por Itacoatiara e Santarém.
Sobre a redução da jornada e o fim da escala 6x1, o dirigente disse que o efeito varia conforme o porte e o tipo de negócio. Indústrias que já operam de segunda a sexta tendem a se adaptar mais facilmente. Pequenos negócios que abrem aos fins de semana, como padarias, podem ter de reorganizar turnos e contratar mais gente. Pela estimativa dele, a redução gradual pode elevar a folha de pagamento em cerca de 10% até o fim de 2027, o que equivaleria a 2% a 3% no custo total de empresas em que salários representam de 20% a 30% das despesas.
Baptista afirmou que a PEC tramita há anos e que o direito ao descanso é legítimo, mas defendeu que se avaliem os custos para as empresas. Ele pediu atenção aos pequenos negócios, com possível período de transição mais longo, e disse que as indústrias com incentivos fiscais em Rondônia devem acompanhar a reforma tributária, cujos efeitos mais fortes são esperados a partir de 2028. As projeções são do dirigente, representante do setor industrial.
Para empresas de Rondônia, principalmente pequenos negócios que funcionam aos sábados e domingos, a mudança pode exigir novas escalas e mais contratações, segundo a Fiero. Os números de impacto na folha são estimativas do superintendente da entidade, não um cálculo oficial.
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