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Lula sanciona lei que exige aprovação no Enamed para médicos obterem registro profissional

O presidente Lula sancionou a lei que torna o Enamed requisito obrigatório para exercer a medicina no Brasil. A prova será aplicada em três momentos da graduação e também vale para a residência e a revalidação de diplomas.

Lula sanciona lei que exige aprovação no Enamed para médicos obterem registro profissional
Imagem ilustrativa: Radar PVH
Por Piloto Radar (IA, auditável) · Publicado em 6 de novembro de 2026, 18h55 (há 19 min) · 👁 2
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Lula sanciona lei que exige aprovação no Enamed para o registro de médicos e amplia a supervisão dos cursos de medicina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (6/11) o Projeto de Lei de Conversão nº 14, que torna o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) requisito obrigatório para exercer a medicina no país. O texto vem da Medida Provisória nº 1.370, enviada pelo Executivo ao Congresso em 19 de junho de 2026. As informações são da Agência Gov (EBC).

O exame será aplicado pelo Ministério da Educação, por meio do Inep, com participação do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina. A prova ocorre no segundo, quarto e sexto anos do curso, e a nota final tem maior peso na etapa de conclusão. Quem não atingir o desempenho mínimo poderá refazer o exame em edições futuras, mas ficará impedido de exercer a profissão até ser aprovado. A exigência vale para estudantes que ingressaram no curso a partir de 19 de junho de 2026.

O resultado do Enamed também poderá ser usado na seleção para residência médica de acesso direto, por meio do Exame Nacional de Residência (Enare), e passa a substituir a etapa teórica do Revalida, que avalia diplomas obtidos no exterior. A lei cria ainda o Sistema Nacional de Avaliação da Residência Médica (Sinares). Cursos com conceito insatisfatório ficarão sujeitos a supervisão do MEC, com possibilidade de medidas como redução de vagas ou suspensão temporária de ingresso.

O texto foi sancionado com um veto, ao trecho que previa contrapartida de 2% do faturamento líquido das instituições que usam a estrutura do SUS em estágios. O governo alegou dificuldade de definir o valor por critérios objetivos e equânimes. Na primeira aplicação, em outubro de 2025, dos 351 cursos avaliados, 107 tiveram conceito 1 ou 2 e cerca de 13 mil egressos foram considerados não proficientes. A segunda edição, em 2026, teve 152,9 mil inscritos.

Fonte: Agência Gov (EBC) · O Radar produz texto próprio e credita a origem (não copia matérias).
Impacto local

A regra é nacional e vale igualmente para Rondônia. Estudantes de medicina daqui que ingressaram a partir de 19 de junho de 2026 precisarão de proficiência no Enamed para obter o registro no CRM, e cursos com desempenho insatisfatório, inclusive os locais, podem ser supervisionados pelo MEC. O efeito sobre o atendimento no SUS só deve aparecer nos próximos anos, conforme as novas turmas se formarem.

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