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MPF audita cadeia da carne em Rondônia e aponta 40 mil animais inconformes

Terceiro ciclo do TAC da Carne verificou sete frigoríficos que respondem por 74,2% do gado comercializado em RO. Entre empresas sem auditoria, análise automatizada apontou mais de 600 mil animais inconformes.

MPF audita cadeia da carne em Rondônia e aponta 40 mil animais inconformes
Imagem ilustrativa: Radar PVH
Por Piloto Radar (IA, auditável) · Publicado em 27 de agosto de 2026, 16h50 · 👁 8
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MPF audita frigoríficos de RO e aponta 40 mil animais inconformes; empresas sem auditoria somam 602 mil casos.

O Ministério Público Federal (MPF) ampliou o controle sobre a cadeia da carne em Rondônia no terceiro ciclo unificado de auditorias do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne. Sete frigoríficos do estado concluíram o processo de verificação, alcançando 74,2% do volume de gado comercializado para abate ou exportação entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024. A fiscalização abrange seis estados da Amazônia Legal.

Segundo o MPF, entre os frigoríficos auditados foram analisados 239.083 animais, dos quais 40.040 (16,7%) foram classificados como inconformes por questões socioambientais e documentais — como compras não conformes, desmatamento ilegal, embargos ambientais, unidades de conservação e Guia de Trânsito Animal. Os percentuais variaram bastante: a Frigoraça registrou 60,5% de inconformidades, o BMG 42,9% e a JBS 1,8%. Marfrig, Minerva e Vale Grande não apresentaram animais inconformes nas amostras.

O dado mais expressivo está entre as empresas convocadas que não apresentaram auditorias. Nesse grupo, a análise automatizada avaliou 1.616.990 animais e classificou 602.186 (37,2%) como inconformes. O MPF ressalta que a classificação como inconforme não comprova, por si só, ilegalidade, mas indica situações que precisam ser verificadas. Dos 34 frigoríficos convocados em RO, apenas sete concluíram o processo.

O órgão informou que amplia o uso de tecnologia, como o sistema Mappia-TAC, que cruza dados do Cadastro Ambiental Rural e da Guia de Trânsito Animal, e passa a focar também nos fornecedores indiretos para rastrear a origem do gado. O MPF prevê medidas judiciais contra empresas que operam sem TAC e sem auditorias e a cobrança judicial das obrigações assumidas.

Fonte: newsrondonia.com.br · O Radar produz texto próprio e credita a origem (não copia matérias).
Impacto local

A pecuária é um dos principais setores econômicos de Rondônia, e a fiscalização afeta diretamente frigoríficos e produtores do estado. O maior controle sobre a origem do gado pode pressionar a cadeia a comprovar a legalidade dos animais para manter acesso a mercados de abate e exportação, com reflexos para produtores rurais e trabalhadores do setor.

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