Rigidez dos EUA sobre o Irã pode elevar preço do petróleo, alerta economista
Segundo economista do IIF, uma postura mais dura dos Estados Unidos em relação ao Irã tende a agravar o choque de oferta e pressionar o preço do petróleo no mercado global.
Economista alerta que rigidez dos EUA com o Irã pode elevar o preço do petróleo e piorar a inflação global.
A postura coercitiva dos Estados Unidos em relação ao Irã, no campo militar e econômico, tende a agravar o choque de oferta que a economia americana já enfrenta. A avaliação é de Marcello Estevão, economista do IIF (Institute of International Finance), em entrevista ao programa WW, conforme divulgado pela CNN Brasil.
Segundo Estevão, uma posição ainda mais rígida em relação a Teerã resultaria, inevitavelmente, em elevação do preço do petróleo. "Uma posição mais rígida em relação ao Irã vai simplesmente aumentar o choque de oferta", afirmou. Ele avalia que o cenário prejudicaria não só o restante do mundo, mas a própria economia americana, que já convive com múltiplos choques simultâneos e forte pressão inflacionária.
O economista também questionou a eficácia dos instrumentos de coerção econômica usados nos últimos anos, como sanções e controles de fluxos financeiros, que segundo ele não trouxeram os resultados esperados. A análise ocorre em meio ao debate sobre inflação nos EUA e no dia em que o país registrou, pela primeira vez, US$ 40 trilhões em dívida pública.
O preço do petróleo é referência internacional e influencia o valor da gasolina e do diesel no Brasil. Se a tensão entre EUA e Irã elevar as cotações, motoristas e consumidores de Porto Velho podem sentir reajustes nos combustíveis, com efeito em cadeia sobre transporte e preços em geral.
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