Rondônia tem pior julho em queimadas em quase 20 anos, aponta Inpe
Focos de queimadas em Rondônia nos sete primeiros meses de 2024 subiram 183% na comparação com o mesmo período de 2023. Julho foi o pior mês em quase duas décadas.

Rondônia registra pior julho em queimadas em quase 20 anos; alta de 183% em 2024, aponta o Inpe.
Rondônia bateu recordes de focos de queimadas em 2024, e julho foi o pior mês registrado em quase duas décadas, segundo o Programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De janeiro a julho, o estado somou 2.082 focos, um aumento de 183% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram detectados 736 focos. Os dados foram divulgados pelo g1 RO, com autoria de Emily Costa.
Porto Velho e Nova Mamoré lideram as concentrações no estado, com 265 e 191 focos até 26 de julho, respectivamente. A maior parte dos registros em áreas rurais está em áreas de Cadastro Ambiental Rural (CAR), seguidas por Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Em toda a Amazônia Legal, foram mais de 51 mil focos entre janeiro e julho.
O cenário é agravado pela seca extrema, com o Rio Madeira atingindo níveis mínimos históricos e famílias ribeirinhas sofrendo com a falta de água. A combinação de fogo e estiagem colocou Porto Velho entre as piores qualidades do ar do país. Segundo o professor Artur Moret, da Unir, a queima de biomassa e combustíveis fósseis é a principal fonte de poluentes como o material particulado fino (PM 2,5), difícil de eliminar do organismo.
Para denunciar queimadas, a população deve procurar as secretarias municipais e estadual de meio ambiente. Em casos de incêndio, o contato é o 193, do Corpo de Bombeiros.
A alta das queimadas e a seca elevam a poluição do ar em Porto Velho, com risco à saúde da população, especialmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, além de afetar comunidades ribeirinhas que dependem do Rio Madeira.
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