Campanha global usa falhas antigas para invadir celulares Android e iPhone
Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma campanha global que usa sites comprometidos e falhas já corrigidas para infectar iPhones e celulares Android. O alvo principal são aparelhos com sistema desatualizado.
Hackers usam falhas antigas e sites comprometidos para infectar iPhones e Androids; atualizar o sistema e os apps é a principal defesa.
Uma campanha global de ataques está usando sites comprometidos e falhas de segurança já conhecidas para infectar iPhones e celulares Android. O objetivo é roubar senhas, dados de navegação e até chaves de criptografia. As informações foram divulgadas pelo TecMundo, do Estadão, com base em relatórios das empresas de cibersegurança Sekoia, Report URI, iVerify e Zimperium zLabs.
Segundo os pesquisadores, os criminosos exploram brechas que os fabricantes já corrigiram, e por isso atingem sobretudo aparelhos com o sistema desatualizado. Os ataques vieram por várias frentes: invasão de portais de notícia, sites militares e lojas virtuais que usam a plataforma PrestaShop, além de pacotes de código distribuídos pelo gerenciador npm. Um dos vetores de maior destaque foi o comprometimento temporário do Plerdy SEO Tracker, serviço ucraniano de análise de tráfego, o que fez milhares de sites exibirem código malicioso aos visitantes.
Outras frentes investigadas pelo Report URI e pela iVerify usaram domínios expirados de antigos servidores de publicidade e estatísticas. Os criminosos recompraram esses endereços e passaram a redirecionar usuários de iPhone, a partir de páginas que ainda carregavam esses códigos, para os kits de exploração Coruna e DarkSword. De acordo com o pesquisador Scott Heline, do Report URI, basta abrir a página para o aparelho ser comprometido, sem clicar em links ou instalar nada. Se o iOS estiver vulnerável, o kit sai do navegador e instala um spyware.
No iPhone, a infecção explorava falhas em versões do iOS anteriores à 18 e podia alcançar mensagens, histórico de navegação, fotos, arquivos do iCloud Drive e credenciais de carteiras de criptomoedas, como Binance, Coinbase e Trust Wallet. No Android, os ataques miravam falhas em versões do Chrome para executar código remoto e extrair dados de navegação, históricos e senhas de redes Wi-Fi. Para a Sekoia e a iVerify, a melhor proteção continua sendo manter o sistema operacional e os aplicativos sempre atualizados com os patches dos fabricantes.
O risco é o mesmo para qualquer usuário no Brasil, inclusive em Porto Velho e em Rondônia: quem usa iPhone com iOS anterior ao 18, ou Android com Chrome e sistema desatualizados, está mais exposto. Instalar as atualizações disponíveis de sistema e aplicativos é a medida prática recomendada pelos pesquisadores.
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