Internações por acidentes de moto crescem 65% em seis anos e pressionam a saúde pública no Brasil
Segundo reportagem do Jornal Nacional, as internações por acidentes com motos subiram de 107 mil para quase 178 mil em seis anos. Só nos cinco primeiros meses de 2026 foram mais de 72 mil, com custo de quase R$ 120 milhões.
Internações por acidentes de moto subiram 65% em seis anos no Brasil e já custam quase R$ 120 milhões só em 2026, segundo o JN.
Os acidentes com motocicletas já são tratados por especialistas como uma epidemia no Brasil, segundo reportagem do Jornal Nacional, do G1. As internações no país saltaram de 107 mil para quase 178 mil em 2025, alta de 65% em seis anos. Nos cinco primeiros meses de 2026, foram mais de 72 mil hospitalizações, com custo acumulado de quase R$ 120 milhões.
O gasto público com esses casos subiu de quase R$ 155 milhões para mais de R$ 281 milhões no período, aumento superior a 80%. No Rio de Janeiro, o Corpo de Bombeiros já atendeu mais de 43 mil ocorrências com motos neste ano, mais de 150 por dia. Segundo a corporação, as motos respondem por 75% dos acidentes de trânsito atendidos, e 7 em cada 10 atendimentos por trauma no estado têm moto envolvida.
A frota nacional passa de 30 milhões de motocicletas (30.965.839). Em cinco anos, os emplacamentos de motos cresceram 27%, contra 11% dos carros, em parte por causa dos serviços de entrega e do transporte por aplicativo, que se tornaram fonte de renda para muita gente.
O problema também aparece nas estatísticas de mortes. Foram 5.857 óbitos de motociclistas em 2023, 6.946 em 2024 e 6.688 em 2025, somando 19.491 em três anos. Um pesquisador do Ipea ouvido pela reportagem lembra que as mortes no trânsito já se aproximam das mortes por homicídio e que as motos respondem por cerca de 40% delas. Ele cita ainda estimativa da Senatran de que metade dos donos de moto não tem habilitação. Especialistas defendem redução da velocidade nas cidades, regulação dos aplicativos de mobilidade, fiscalização, infraestrutura e educação.
Os dados são nacionais e a reportagem não traz números de Rondônia. O custo das internações é pago pelo poder público, ou seja, pesa sobre o sistema de saúde de todo o país. Para quem anda de moto, a recomendação dos especialistas passa por habilitação, fiscalização e velocidade menor.
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