A mão parada em cima do telefone
Um instante suspenso, antes da ligação que assusta.
A mão está em cima do telefone. Não digita. Não recua. Só pousa ali, quente, sentindo o aparelho esquentar de volta. O nome já está na tela. O dedo está a um toque de distância. O peito bate no ritmo de quem sabe o que vai dizer e ainda não disse. Do lado de fora, o ventilador gira, o cachorro do vizinho late, a novela passa na sala. E a mão continua ali. Parada. No fio finíssimo entre o silêncio de sempre e a voz que vai tremer no primeiro alô.
Frase para levar no bolso:
“A coragem mora nesse segundo: a mão em cima do telefone, o dedo a um toque de distância.”
“A coragem mora nesse segundo: a mão em cima do telefone, o dedo a um toque de distância.”
Conteúdo de reflexão e bem-estar. Esta mensagem não substitui orientação profissional, médica, psicológica, jurídica ou financeira.