Boi gordo começa semana pressionado, mas oferta enxuta segura queda da arroba
Frigoríficos tentam reduzir preços diante do consumo fraco, mas a resistência dos pecuaristas e a oferta restrita de animais terminados evitam uma queda generalizada da arroba. Setembro deve ser o próximo teste do mercado.

Boi gordo cai em SP, mas oferta enxuta e resistência do pecuarista seguram queda da arroba. Setembro é o próximo teste.
O mercado do boi gordo iniciou a semana sob pressão em São Paulo, principal referência da pecuária nacional, mas o movimento ainda não configura uma tendência de baixa em todo o país. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na segunda-feira (24) o boi gordo comum recuou R$ 2 por arroba no estado, para R$ 345/@, enquanto o chamado 'boi-China' caiu para R$ 348/@. A vaca ficou em R$ 322/@ e a novilha em R$ 335/@, todos em valores brutos e a prazo.
De acordo com a Agrifatto, as cotações permaneceram estáveis na maioria das praças brasileiras. Frigoríficos tentaram comprar boiadas abaixo das referências, mas encontraram forte resistência dos produtores. Analistas da Safras & Mercado apontam que as escalas de abate das grandes indústrias estão entre seis e oito dias úteis, o que reduz a pressão por compras agressivas. Ao mesmo tempo, o consumo doméstico fraco e a competição com carne suína, frango e ovos pesam sobre o atacado.
As referências, porém, seguem acima de R$ 330/@ em praças importantes: São Paulo (R$ 341,92/@), Mato Grosso do Sul (R$ 336,27/@), Minas Gerais (R$ 334,88/@) e Goiás (R$ 334,29/@), segundo a Safras & Mercado. No mercado externo, o ritmo das exportações caiu para 9,4 mil toneladas por dia, associado à ausência temporária da China após o esgotamento da cota chinesa.
A Agrifatto avalia que, se a oferta de animais terminados continuar enxuta, os frigoríficos terão dificuldade para alongar escalas, o que pode abrir espaço para uma retomada das cotações em setembro. As informações são do portal Compre Rural.
Rondônia é um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil, e a arroba do boi gordo é fonte de renda para milhares de pecuaristas do estado. Movimentos de preço nas praças de referência influenciam diretamente as negociações locais e a receita do produtor rondoniense.
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