Brasil pode ter ao menos seis ondas de calor até o fim do ano, alerta Cemaden
O fenômeno El Niño começa a se intensificar no país e deve provocar pelo menos seis ondas de calor até dezembro, segundo o Cemaden. A primeira é esperada para setembro.
Cemaden prevê pelo menos seis ondas de calor no Brasil até o fim do ano por causa do El Niño; a primeira deve ocorrer em setembro.
Os primeiros sinais do El Niño já começaram a aparecer no Brasil e devem se intensificar nas próximas semanas. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico tropical, costuma trazer mais chuvas ao Sul e agravar a seca nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o país deve enfrentar ao menos seis ondas de calor até o fim deste ano, conforme informou o portal Olhar Digital.
Uma onda de calor ocorre quando as temperaturas ficam muito acima da média histórica por, no mínimo, três dias consecutivos. Segundo o Cemaden, esses episódios ficaram mais frequentes e mais extensos nas últimas duas décadas, atingindo o país inteiro ao mesmo tempo em vez de se concentrar em uma região. O período de 2023 a 2024 foi o pico da série histórica, com nove ondas registradas entre agosto e dezembro.
A primeira onda de calor deste novo ciclo é esperada para setembro, com temperaturas que podem chegar a 3°C acima da média em quase todo o Brasil. Não está descartada a ocorrência de um Super El Niño, o que tornaria o clima ainda mais extremo. O calor extremo pode causar problemas de saúde, como desidratação, insolação e exaustão térmica, além de agravar secas, incêndios florestais e o consumo de energia.
O alerta vale também para Rondônia, que fica na região Norte, uma das mais afetadas pela seca associada ao El Niño. Moradores de Porto Velho devem se preparar para temperaturas elevadas, maior risco de queimadas e aumento no consumo de energia com o uso de ar-condicionado e ventiladores nos próximos meses.
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