Preço é o maior obstáculo para SUS incluir canetas emagrecedoras, apontam especialistas
A obesidade é a única doença crônica sem medicamento oferecido pelo SUS, e o alto custo das canetas emagrecedoras é o principal entrave para a incorporação, segundo especialistas.
Preço alto das canetas emagrecedoras é o maior obstáculo para o SUS incluir o tratamento contra a obesidade.
A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial, associada a mais de 200 outras enfermidades. Segundo especialistas, o tratamento adequado pode ajudar no controle e na remissão do diabetes tipo 2, reduzir o risco cardiovascular e de mortes súbitas ligadas à apneia do sono, além de melhorar quadros de depressão e a qualidade de vida.
Em entrevista ao portal Metrópoles, o endocrinologista Clayton Luiz Dornelles Macedo, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), destacou que a obesidade permanece como a única doença crônica sem medicamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O principal entrave para a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras ao SUS é o preço elevado desses medicamentos. Enquanto o tratamento não é oferecido pela rede pública, pacientes precisam arcar com custos altos ou recorrer a alternativas que estão em desenvolvimento, como medicamentos em comprimido.
Como o SUS ainda não oferece medicamentos contra a obesidade, moradores de Porto Velho e de Rondônia dependem da rede pública para tratamento e enfrentam a mesma limitação que o restante do país: quem busca as canetas emagrecedoras precisa comprá-las por conta própria, com custo elevado.
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