Petróleo Brent fica perto da máxima em cinco meses com tensão no Oriente Médio
O Brent subia 0,85% nesta terça-feira (20) e chegava a US$ 110,50 por barril, perto da máxima em cinco meses. O mercado precifica o risco de ataques dos houthis à Arábia Saudita e a navios no Golfo.
Brent sobe a US$ 110,50 e fica perto da máxima em cinco meses, com ataques dos houthis à Arábia Saudita e a navios no Golfo.
Os preços do petróleo avançavam nesta terça-feira (20). Às 4h40 (horário de Brasília), o Brent subia 93 centavos, ou 0,85%, para US$ 110,50 por barril. Na sessão anterior, o contrato chegou a US$ 110,70, o nível mais alto desde 20 de maio. O WTI, referência dos Estados Unidos, com entrega em dezembro, subia 0,78%, para US$ 99,31. Os dados são da Reuters, publicados pelo Money Times.
O movimento reflete um prêmio de risco geopolítico. Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram ter atacado alvos sauditas de energia, aeroportos e instalações militares, entre eles uma unidade da Aramco em Yanbu e o campo de Shaybah. As autoridades sauditas não confirmaram de imediato as alegações, e a Reuters não conseguiu verificá-las de forma independente. A empresa Kpler informou que pelo menos 18 embarcações teriam sido atacadas em duas semanas. A Reuters também registrou que um ataque dos houthis a um campo de treinamento de forças de segurança em Shabwa, no Iêmen, matou 58 pessoas e feriu mais de 200.
Analistas do ING avaliam que o prêmio de risco só deve diminuir aos poucos, e apenas se os fluxos de petróleo seguirem sem interrupções, o que ainda não aparece nos preços. No cenário internacional, uma ordem executiva do presidente Donald Trump suspendeu sanções e tarifas dos EUA ligadas à Rússia. Trump disse depois que não havia decisão definitiva, e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que seria preciso mais tempo para avaliar o tema. Segundo a Agência Internacional de Energia, a Rússia produziu 8,43 milhões de barris por dia em setembro.
Petróleo acima de US$ 100 pode pressionar os preços de combustíveis e do frete ao longo do tempo, mas o reflexo nas bombas depende de decisões da Petrobras e das distribuidoras, e a matéria não informa reajuste. O efeito é o mesmo para todo o país, sem consequência específica para Porto Velho ou Rondônia confirmada até agora.
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