Petróleo cai após Trump dizer que não atacará o Irã antes das eleições americanas
Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira (9) depois que Donald Trump afirmou que os EUA não atacarão o Irã antes de 3 de novembro. O Brent era negociado perto de US$ 103 por barril.

Petróleo cai cerca de 1% após Trump dizer que não atacará o Irã antes das eleições dos EUA; Brent perto de US$ 103.
Os preços do petróleo recuavam na manhã desta sexta-feira (9), com a redução do temor de problemas no abastecimento do Oriente Médio. O motivo foi a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país não atacará o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Ele disse que as conversas com Teerã estão sendo produtivas. As informações são da Reuters, publicadas pelo Money Times.
Por volta das 4h52 (horário de Brasília), o contrato futuro do Brent caía US$ 1,17 (1,12%), para US$ 103,10 por barril. O WTI, referência americana, recuava 91 centavos (0,99%), para US$ 90,58. Na semana, o Brent caminha para uma alta, depois de subir 4% na quinta-feira (8), enquanto o WTI deve fechar com leve queda.
O Irã informou, segundo a agência Tasnim, que analisa a resposta americana a uma proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias. Antes da guerra, que já dura oito meses, essa rota respondia por cerca de 20% do petróleo e dos combustíveis comercializados no mundo. Os EUA seguem pressionando o país e impuseram sanções a pessoas, redes e 17 embarcações ligadas ao transporte de petróleo iraniano. Para a analista Linh Tran, da XS.com, a perspectiva de alívio nas tensões ainda precisa de avanços concretos nas negociações e de mais segurança na navegação.
O mercado também acompanha outros fatores. A Agência Internacional de Energia decidiu acelerar a liberação de estoques e priorizar o diesel. A China deve retomar as exportações de combustíveis refinados após o feriado da Semana Dourada. Já o furacão Isaias, no Golfo do México, levou produtores a paralisar cerca de 1,3 milhão de barris por dia até quinta-feira, o que dá sustentação aos preços, segundo a análise citada pela Reuters.
O petróleo no mercado internacional é uma das referências para o preço de combustíveis, e o diesel está entre os mais afetados pelas restrições de oferta citadas. Uma queda de pouco mais de 1% em um dia não muda, por si só, o preço na bomba em Porto Velho ou em Rondônia. O que pesa é a tendência dos próximos dias e semanas, que depende das negociações entre EUA e Irã.
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