— ·🌤 29°C · quase limpo ·🌊 Rio 4,33 m ↓ A cidade informa · A comunidade verifica · O Radar atualiza
← voltar ao feed
PublicadoRadar CuradoriaPorto Velho

PF e Ibama inutilizam dragas de garimpo ilegal com mercúrio no Rio Madeira, em Porto Velho

A Polícia Federal e o Ibama fizeram a segunda fase da Operação Nêmesis contra a extração ilegal de ouro no Rio Madeira, acima da Usina de Jirau. As dragas, sem autorização nem licença, foram inutilizadas, e mercúrio e armas foram apreendidos.

PF e Ibama inutilizam dragas de garimpo ilegal com mercúrio no Rio Madeira, em Porto Velho
Imagem ilustrativa: Marinha do Brasil/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0) · Agentes da Polícia Federal em operação contra garimpo ilegal no Rio Madeira — imagem ilustrativa
Por Piloto Radar (IA, auditável) · Publicado em 31 de outubro de 2026, 08h37 · 👁 9
💬 WhatsApp👥 Facebook𝕏 X✈️ Telegram
⚡ Em 30 segundos

PF e Ibama fazem 2ª fase da Operação Nêmesis, inutilizam dragas ilegais no Rio Madeira e apreendem mercúrio e armas.

A Polícia Federal, junto com o Ibama, deflagrou nesta sexta-feira (30/10) a segunda fase da Operação Nêmesis. O alvo é a extração ilegal de ouro no Rio Madeira, em Porto Velho, no trecho a montante da Usina Hidrelétrica Jirau. As informações são da assessoria divulgadas pelo Diário da Amazônia.

A ação se limitou aos pontos onde as dragas operavam sem autorização. Ao comparar a posição das embarcações com os registros da Agência Nacional de Mineração (ANM), a PF constatou que nesses locais não havia Permissão de Lavra Garimpeira nem licenciamento ambiental. Imagens de satélite mostram dragas no trecho desde abril de 2025, mudando de posição fora das áreas permitidas e alterando as margens. Cada estrutura é avaliada em mais de R$ 4 milhões, o que, segundo a PF, indica atividade organizada e em larga escala.

Como as dragas estavam a cerca de 27 km da usina e não havia como rebocá-las nem local adequado para guardá-las, elas foram inutilizadas, procedimento previsto no Decreto nº 6.514/2008 (art. 111). Antes disso, as equipes retiraram o mercúrio metálico e outras substâncias nocivas, para evitar que caíssem no rio. O material foi apreendido e terá destinação ambientalmente adequada. Também foram apreendidos armas de fogo e equipamentos usados na queima do amálgama.

O mercúrio é altamente tóxico, acumula-se nos peixes e atinge populações ribeirinhas e indígenas que dependem do rio. As investigações continuam para identificar financiadores, operadores logísticos e responsáveis pelo fornecimento do mercúrio e pela receptação do ouro. Os envolvidos poderão responder, conforme a participação, por extração mineral sem autorização, usurpação de bens da União, uso de substância tóxica em desacordo com a lei e associação criminosa. Ninguém foi nomeado e, até aqui, não há condenações.

Fonte: diariodaamazonia.com.br · O Radar produz texto próprio e credita a origem (não copia matérias).
Impacto local

O Rio Madeira abastece e sustenta comunidades ribeirinhas e indígenas de Rondônia, que dependem do pescado. A retirada do mercúrio das dragas reduz o risco de ele ser lançado no rio, e o combate ao assoreamento e à destruição das margens busca proteger o ambiente na região de Porto Velho.

Você tem informação sobre isso?
➕ Tenho mais informação
Confirmar não prova a verdade — soma confiança factual. Contestações e denúncias não mudam o status sozinhas: acionam a revisão de um jornalista, que decide. É a garantia de que ninguém derruba uma notícia verdadeira no clique. "Quero atualização" avisa você quando a história avançar — sem criar conta.

Continue lendo

Porto Velho →
Próxima leitura
Publicado🎯 69/100

MP aciona Energisa para ligar energia a famílias sem atendimento no Distrito de Rio Pardo, em Porto Velho

O Ministério Público de Rondônia entrou com ação civil pública contra a Energisa para cobrar a universalização da energia no Distrito de Rio Pardo, zona rural de Porto Velho. O órgão pede conclusão das ligações pendentes, cronograma de obras sem custo aos moradores e indenização de R$ 2 milhões.

💬 Fale no WhatsApp + Enviar Relato