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Por que 69% dos sites usam PHP, linguagem com falhas graves que tirou sites do ar

Duas falhas graves no PHP levaram governos e empresas a tirar sites do ar na quarta-feira (21). A linguagem está em 69,3% dos sites com servidor conhecido, o que explica o tamanho do alcance.

Por que 69% dos sites usam PHP, linguagem com falhas graves que tirou sites do ar
Imagem ilustrativa: Radar PVH
Por Piloto Radar (IA, auditável) · Publicado em 22 de outubro de 2026, 06h48 · 👁 7
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Falhas graves no PHP derrubaram sites; a linguagem está em 69,3% dos sites. Já há versões corrigidas e a orientação é atualizar logo.

Duas vulnerabilidades graves no PHP levaram governos e empresas a retirar sites do ar na quarta-feira (21). Segundo o Canaltech, o alcance do problema vem da popularidade da linguagem: levantamento da W3Techs mostra que ela é usada por 69,3% dos sites cuja linguagem de servidor é conhecida.

Criado em 1994 e aberto ao público em 1995, o PHP roda nos servidores e processa as informações antes de elas chegarem ao navegador. Em uma loja virtual, por exemplo, consulta produtos, atualiza o carrinho e conversa com o banco de dados. Para Rafael Silva, coordenador acadêmico da FIAP, a linguagem se espalhou pelo baixo custo, pela hospedagem barata e pelo WordPress, que usa PHP e está em cerca de 39,6% dos sites, segundo a W3Techs.

O especialista afirma que a idade não torna a linguagem insegura por si só. O risco maior está em aplicações antigas, com muitos plugins e integrações, que as empresas adiam atualizar por medo de incompatibilidades. Don Smith, da Sophos CTU, aponta outra dificuldade: muitas organizações nem sabem em quais sistemas o PHP está rodando, como plataformas de hospedagem e produtos de terceiros.

As duas falhas receberam nota 9,2 de 10 em gravidade e podem permitir a execução de comandos maliciosos nos servidores. Os desenvolvedores já lançaram as versões corrigidas 8.2.35, 8.3.36, 8.4.27 e 8.5.12. A recomendação é identificar as instalações vulneráveis e atualizar imediatamente. Quando isso não for possível, a Sophos orienta isolar os sistemas afetados da internet até a proteção.

Fonte: Canaltech · O Radar produz texto próprio e credita a origem (não copia matérias).
Impacto local

O risco é o mesmo para qualquer site no Brasil. Quem em Porto Velho ou em Rondônia tem site, loja virtual ou blog em WordPress deve perguntar à empresa de hospedagem ou ao desenvolvedor se o PHP já foi atualizado para uma das versões corrigidas. Se o site não puder ser atualizado já, o ideal é tirá-lo do ar até a correção.

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