Porto Velho decreta emergência por seca; 22,9 mil pessoas são afetadas pela vazante do Madeira
Porto Velho decretou situação de emergência por 180 dias por causa da estiagem. A Defesa Civil estima que cerca de 22,9 mil pessoas em 85 localidades sofrem os efeitos da vazante do rio Madeira.
Porto Velho decreta emergência por 180 dias por causa da seca; 22,9 mil pessoas em 85 localidades são afetadas pela vazante do Madeira.
A Prefeitura de Porto Velho decretou situação de emergência por causa da estiagem que atinge Rondônia em outubro de 2026. O decreto classifica a seca como desastre de nível II e vale por 180 dias. Ele permite compras emergenciais sem licitação e pede apoio dos governos estadual e federal para levar água potável às áreas atingidas, por meio de caminhões-pipa e embarcações.
Segundo a Defesa Civil municipal, cerca de 22,9 mil pessoas em 85 localidades sentem os efeitos da seca. Entre elas estão moradores da zona rural, comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas. As famílias que vivem às margens do Alto, Médio e Baixo Madeira são as mais vulneráveis, porque não têm rede de abastecimento e dependem de poços artesianos, muitos deles secos. A formação de grandes bancos de areia também dificulta a navegação, principal meio de transporte dessas comunidades.
No início de outubro, o rio Madeira chegou a 2,62 metros na capital, mais de um metro abaixo da média esperada para o período, de 3,9 metros. De acordo com o diretor da Defesa Civil, Marcelo Duarte, a vazante faz parte do ciclo natural da Amazônia entre julho e novembro, mas foi agravada neste ano pelo fenômeno El Niño.
No interior, a situação também preocupa. Em Cacoal, os rios Machado e Pirarara registram redução acentuada de volume, o que gera alerta para o abastecimento de água da cidade e para os impactos sobre a fauna e a vegetação. As informações são do Portal Eu Ideal, com dados da Defesa Civil.
Com o decreto, a prefeitura pode fazer compras emergenciais sem licitação e solicitar ajuda estadual e federal para distribuir água potável por caminhões-pipa e barcos. Quem mora em comunidades ribeirinhas, áreas rurais e aldeias do Madeira, sem rede de abastecimento, é o mais atingido, com poços secos e dificuldade de deslocamento pelo rio.
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