Rio Madeira em Porto Velho fica abaixo do nível de referência para restrição à navegação, diz relatório
A estação de Porto Velho marcou 3,07 metros em 30 de setembro, abaixo dos 4 metros usados como referência para início de restrições. Não há suspensão da navegação, e a previsão é de subida das águas ainda em outubro.

Rio Madeira marcou 3,07 m em Porto Velho, abaixo dos 4 m de referência para restrição. Não há suspensão, e a previsão é de cheia a partir de outubro.
O rio Madeira terminou setembro abaixo do nível de referência que marca o início de restrições à navegação. Segundo relatório do Ministério de Portos e Aeroportos, divulgado pela Folha de S. Paulo, a estação de Porto Velho registrou 3,07 metros em 30 de setembro, após queda de 1,37 metro ao longo do mês. A referência para "início da restrição" é de 4 metros, e a de "parada de navegação" é de 2 metros.
O documento, elaborado pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, ressalta que a situação de alerta ainda não equivale a uma declaração de emergência nem à suspensão do tráfego de embarcações. O nível atual também está bem acima dos 49 centímetros medidos em Porto Velho na mesma data de 2024. A previsão específica para a região indica níveis próximos da mediana histórica, com início da subida das águas ainda em outubro. Para o trimestre de outubro a dezembro, porém, o relatório prevê menos chuva em parte da Amazônia e piora na oferta de água nas bacias do Madeira, Negro e Tapajós.
O Madeira liga Porto Velho ao rio Amazonas e é rota de escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, além de abastecer comunidades ribeirinhas com combustíveis e produtos essenciais. A hidrovia transportou 12,1 milhões de toneladas de soja e milho em 2025, segundo os dados citados.
O ministério informou que mantém contrato de dragagem de manutenção no Madeira, de R$ 123,26 milhões, para obras entre Porto Velho e a foz do Amazonas, incluindo a travessia da BR-230. O contrato está no primeiro de três anos de execução, com conclusão prevista até novembro de 2029. Conforme a pasta, a dragagem apenas desassoreia trechos, sem aprofundar o leito, e a navegação segue autorizada até o nível mínimo, quando se avalia o alívio de carga ou a interrupção das operações.
Para Porto Velho e Rondônia, o nível mais baixo do Madeira exige atenção de quem depende do rio para transportar cargas, combustíveis e produtos a comunidades ribeirinhas e para escoar grãos. Por ora não há restrição formal nem paralisação. A previsão é de recuperação a partir de outubro, mas o cenário de menos chuva nos próximos meses pede acompanhamento.
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