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Super El Niño pode elevar preço de feijão e arroz em 2027, aponta estudo

Estudo da MB Associados projeta que a inflação dos alimentos consumidos em casa pode fechar 2027 entre 7,5% e 9,5%, com feijão e arroz liderando as altas por causa do Super El Niño.

Super El Niño pode elevar preço de feijão e arroz em 2027, aponta estudo
Imagem ilustrativa: Radar PVH
Por Piloto Radar (IA, auditável) · Publicado em 8 de agosto de 2026, 05h06 · 👁 15
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Super El Niño pode pressionar preços de feijão, arroz e carnes em 2027, com inflação de alimentos entre 7,5% e 9,5%.

O fenômeno climático conhecido como Super El Niño, que pode intensificar chuvas e enchentes nos próximos meses, deve afetar a produção agrícola e pressionar os preços dos alimentos no Brasil em 2027. Segundo estudo da consultoria MB Associados, divulgado com exclusividade pela GloboNews (g1), a inflação da alimentação no domicílio pode fechar o ano entre 7,5% e 9,5%, chegando a 11% no pico, entre agosto e novembro. O impacto sobre o IPCA pode alcançar 0,9 ponto percentual.

De acordo com o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, o feijão, cuja produção caiu em 2026, e o arroz, ainda afetado pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, devem liderar as altas. O milho também sofre pressão, o que encarece as proteínas animais, incluindo a carne bovina. Os efeitos chegam de forma gradual às gôndolas, começando pelos hortifrutigranjeiros no início de 2027 e avançando para grãos e carnes no segundo semestre.

O estudo aponta ainda um possível impacto no frete rodoviário: caso o El Niño provoque seca no Norte, o escoamento da produção pelos rios pode ser prejudicado, direcionando cargas para portos do Sul e Sudeste e elevando custos de transporte. No último El Niño, entre 2023 e 2024, esse gargalo aumentou os custos de frete entre 10% e 22%.

Para Porto Velho e Rondônia, o alerta é relevante: a região depende do transporte fluvial pelo Rio Madeira para escoamento de grãos, e uma eventual seca pode dificultar a navegação. Além disso, o encarecimento de itens básicos como arroz, feijão e carne afeta diretamente o orçamento das famílias rondonienses.

Fonte: g1 Agronegócios (Globo Rural) · O Radar produz texto próprio e credita a origem (não copia matérias).
Impacto local

Consumidores de Porto Velho e Rondônia podem sentir alta nos preços de arroz, feijão, hortaliças e carnes ao longo de 2027. A possível seca no Norte também ameaça o escoamento de grãos pelo Rio Madeira, encarecendo o frete.

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