O que ele voltou do carro para dizer
Na família dele, os homens se despediam com dois tapas nas costas. Até aquela manhã na calçada.
A mala já está no porta-malas do carro do amigo, que buzina pela segunda vez. O filho já deu o abraço de lado na calçada, dois tapas nas costas, do jeito que os homens da família se despedem. Abre a porta do carro. Fecha de novo. Volta até o portão, de mão no bolso, o rosto vermelho até a orelha. “Te amo, pai.” Ninguém naquela família tinha dito aquilo em voz alta. O pai pisca duas vezes, olha para o chão, para o carro, para o filho. “Juízo, hein”, responde, e a voz falha bem no meio da palavra.
Frase para levar no bolso:
“Abriu a porta do carro, fechou de novo e voltou ao portão para dizer o que ninguém na família dizia: “Te amo, pai.””
“Abriu a porta do carro, fechou de novo e voltou ao portão para dizer o que ninguém na família dizia: “Te amo, pai.””
Conteúdo de reflexão e bem-estar. Esta mensagem não substitui orientação profissional, médica, psicológica, jurídica ou financeira.