TJRO suspende decreto de vereadores que barrava gestão do prefeito em Cacoal
Por unanimidade, o Pleno do Tribunal de Justiça de Rondônia confirmou liminar que suspende decreto legislativo da Câmara de Cacoal e restabelece ato do prefeito sobre organização interna da prefeitura.

TJRO confirma liminar e derruba decreto da Câmara de Cacoal que impedia o prefeito de organizar a gestão interna do município.
O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) confirmou, por unanimidade, a liminar que suspende os efeitos do Decreto Legislativo nº 02/CMC/2026, editado pela Câmara Municipal de Cacoal, e restabelece a eficácia do Decreto Municipal nº 11.132/2026. A decisão, tomada em julgamento no dia 17, mantém entendimento do desembargador Adolfo Theodoro Naujorks. As informações são do Extra de Rondônia.
A disputa começou quando o prefeito de Cacoal editou ato para organizar o fluxo de atendimento e os procedimentos de rotina da administração. Em resposta, a Câmara aprovou decreto legislativo para anular as regras, alegando necessidade de intervenção. O Município então acionou a Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), apontando invasão de competência pelo Legislativo.
Segundo a decisão colegiada, o texto do prefeito trata estritamente da organização interna da prefeitura e do funcionamento dos serviços públicos, sem criar leis ou violar normas superiores. Os desembargadores entenderam que o Legislativo só pode anular atos do Executivo em situações excepcionais, o que não teria ocorrido, e que a atuação da Câmara feriu o princípio da separação dos poderes.
O julgamento do mérito da ADI ocorrerá após o cumprimento dos prazos processuais. Até lá, prevalece o entendimento de que organizar a rotina administrativa é atribuição do prefeito, sem prejuízo do poder de fiscalização da Câmara.
A decisão define, ao menos provisoriamente, os limites entre Executivo e Legislativo em Cacoal, garantindo a continuidade do atendimento à população e servindo de referência para conflitos semelhantes em outros municípios de Rondônia.
Continue lendo
Justiça →Professor de taekwondo é preso em Mogi Guaçu (SP) após condenação a 26 anos por abuso de alunas menores
Silvio Luiz da Silva, de 54 anos, foi preso em Mogi Guaçu (SP) após condenação a 26 anos e 8 meses de prisão pelo abuso de duas alunas menores de idade. Outras denúncias contra ele ainda são investigadas.
Três pessoas são condenadas em operação contra milícia privada que atuava em Rondônia
Três pessoas foram condenadas em uma operação contra uma milícia privada que atuava em Rondônia, segundo informou o G1. Os detalhes do caso não estavam disponíveis no material recebido.
STF derruba regra de Rondônia que flexibilizava a comprovação de gastos mínimos com educação
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, declarou inconstitucional uma regra de Rondônia que permitia contar despesas com educação pagas até o fim do ano seguinte no cálculo do investimento mínimo obrigatório. A decisão acolheu recurso do MPRO.